Taurino Araújo – Acadêmico

TAURINO ARAÚJO  - ACADÊMICO

Taurino Araújo. Fotos Wikimedia Commons

Taurino Araújo para Del Rey (foto alternativa)

O Doutor Taurino Araújo, CBJM. Foto Wikimedia Commons.  Autor do livro Hermenêutica da Desigualdade: uma Introdução às Ciências Jurídicas e também Sociais (Editora Del Rey, 2019, 2ª tiragem),  primeira edição esgotada em apenas 39 dias. Taurino Araújo é membro efetivo do Instituto dos Advogados da Bahia instituição máxima do conhecimento jurídico na prática advocatícia no estado brasileiro da Bahia, da qual fazem parte desde 1897 juristas da estirpe de Pontes de MirandaRuy BarbosaJosaphat Marinho e Orlando Gomes e da Associação Bahiana de Imprensa (ABI).

Veja cópia do projeto educacional na íntegra | http://feirahoje.com.br/wp-content/uploads/2019/08/PROJETO_CISO_-TAURINO_-ARAÚJO_-E-_A-ESCOLA_-PÚBLICA_-INCLUSIVA-1.pdf

Veja  íntegra do Discurso Ode aos Curitibanos no site do Tribunal de Justiça do Estado da Bahia |Microsoft Word - TAURINO ARAÚJO SOBRE O CERTIFICADO DE RESPONSABILIDADE CULTURAL DISCURSO.docx (tjba.jus.br) 

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O advogado TAURINO ARAÚJO é  advogado, professor, escritor e jurista, Doutor em Ciências Jurídicas e Sociais pela Universidad del Museo Social Argentino (Buenos Aires, 2017), reconhecido com a maior honraria concedida pelo Estado da Bahia, a Comenda de Cidadão Benemérito da Liberdade e da Justiça Social João Mangabeira ( CBJM , 2013). Advogado formado pela Universidade Estadual de Santa Cruz - UESC (Ilhéus/ltabuna, 1993), especialista em Planejamento Educacional pela Universidade Salgado de Oliveira (Rio de Janeiro, 2002) e professor universitário com longa experiência de ensino e pesquisa nas áreas de Ensino Jurídico, Religação de Saberes, Teoria Geral do Direito, Hermenêutica, Transpessoalidade, Pensamento Sistêmico, Criminologia, História, Filosofia, Antropologia Jurídica, Ética na Comunicação e Campos Interdisciplinares. Profissional com larga experiência em causas de elevada complexidade, Taurino Araújo atua no Tribunal do Júri e Superiores (STF, STJ, TST, STM e TSE) em especialidades como Direito Bancário, Direito Penal, Penal Tributário, Civil, Administrativo, Eleitoral, Trabalhista, Imobiliário e Relações de Consumo, Defesa de Autoridades em apuros, Lavagem de Dinheiro, Responsabilidade Fiscal, Crimes contra a Administração e Licitações Públicas, Penal Eleitoral. Enfim, crimes ambientais e contra os Sistemas Previdenciário e Financeiro Nacional, aliando ao cotidiano da prática jurídica a teorização de sua vasta e diversificada experiência acadêmica. tudo de modo a oferecer a seus clientes soluções  inteligentes e contextualizadas com atuação extensiva a todas as áreas do Direito, através do  eficiente sistema de advocacia full service: Advogados a serviço da vida, da liberdade e da propriedade.

Sobre o livro Hermenêutica da Desigualdade: uma Introdução às Ciências Jurídicas e também Sociais de  Taurino Araújo Resultado de sua Tese de Doutorado, o livro do professor Taurino Araújo propõe uma nova Teoria Geral do Direito ao inserir a desigualdade entre os conceitos jurídicos fundamentais. Embasada em longa experiência didática do autor no ensino exitoso de um amplo arco de disciplinas propedêuticas, a obra, sem dúvida, preenche importante lacuna no cenário mundial. Enquanto constrói sua teoria, o autor oferece verdadeiro passeio pela Hermenêutica, Filosofia, Sociologia, Economia, História, Antropologia, Semiótica e Direito, tendo como enfoque o problema da desigualdade. Desde o preliminar metodológico Taurino Araújo revela, aprofunda e articula, em poucas páginas, tanto o percurso quanto o abrangente conteúdo da pesquisa constituindo agradável, inédita e articulada Introdução às Ciências Jurídicas e (também) Sociais. A obra, portanto, é de evidente interesse não só para especialistas, mas para todos os que se iniciam em estudos sobre ciência, filosofia, comunicação e realidade, e também para pesquisadores e professores em temas afins. Concebida como saber anistórico e de cunho global, esta hermenêutica da desigualdade destina-se à inclusão de cada sujeito em face da consideração total de sua diferença para o usufruto pleno do direito e da cidadania. Além de instrumento de trabalho universitário, essa discussão interessa ao Governo, Negócios, Educação, Política, Saúde e Terceiro Setor. Impossível largar a leitura. Excelente e bem resumido panorama sobre seis mil anos de história, ação, articulação e pensamento universais. Agenor Sampaio Neto, Catedrático de Teoria do Direito e Hermenêutica da Universidade Estadual de Feira de Santana(UEFS)

Trajetória internacional, fundamentos teóricos e contribuições para o pensamento contemporâneo

Taurino Araújo é um advogado criminalista e intelectual brasileiro cuja produção articula filosofia, direito, crítica cultural, literatura e artes visuais em um quadro coerente de investigação interdisciplinar. Sua obra, documentada em sistemas internacionais de autoridade, situa-se na interseção entre hermenêutica, poesia, epistemologia, cultura jurídica, crítica literária, arte visual e criação estética, compondo um corpus teórico de múltiplas entradas.

Formado em diversas instituições brasileiras e detentor do título de Doctor en Ciencias Jurídicas y Sociales pela Universidad del Museo Social Argentino, Taurino Araújo desenvolveu um percurso acadêmico que integra rigor formativo com abertura analítica. A orientação de Federico Polak e a submissão a padrões institucionais de pesquisa e defesa conferem à sua formação um enquadramento metodológico alinhado às tradições continentais e transcontinentais da hermenêutica, da filosofia do direito e das ciências sociais.

No exercício da advocacia criminal, Taurino Araújo adota uma abordagem interdisciplinar que integra referências filosóficas, hermenêuticas e culturais à prática jurídica. Seu método privilegia a análise cuidadosa de narrativas, documentos e contextos, buscando compreender a complexidade dos fatos e das relações humanas envolvidas nos processos.

Essa perspectiva interpretativa, aliada à formação jurídica e à  produção intelectual, permite-lhe estruturar defesas fundamentadas, com atenção às particularidades de cada caso e ao rigor técnico exigido pelo processo penal. Sua atuação se volta especialmente a questões que demandam leitura detalhada de condutas, discursos e ambientes sociais, sempre dentro dos parâmetros éticos e legais da profissão.

O eixo conceitual central de sua obra é a Hermenêutica da Desigualdade, abordagem que desloca o fenômeno da desigualdade de um campo meramente socioeconômico para um campo interpretativo, considerada pela crítica especializada como uma contribuição original dentro do pensamento brasileiro contemporâneo.

Nesse quadro, desigualdade não é apenas distribuição assimétrica de bens, mas estrutura cognitiva e simbólica que determina, em nível profundo, a forma como linguagens, instituições e práticas sociais configuram corpos, trajetórias e expectativas nos campos temporal, real e social.

Essa proposta implica uma revisão epistemológica da matriz com que o direito e as ciências humanas tradicionalmente operam, introduzindo elementos fenomenológicos e semióticos em um debate frequentemente marcado por sociologismos ou normativismos estreitos, e enfatizando a necessidade de uma desdiferenciação que restabeleça protagonismo interpretativo ao receptor das estruturas sociais.

Sua produção literária, especialmente a poética, desempenha papel estrutural na sua reflexão geral. A poesia, em sua obra, não cumpre função ornamental: constitui um meio de acesso a conteúdo pré-conceitual do existir humano, funcionando como método de investigação de temporalidade, corporeidade, risco e finitude. Assim, sua escrita poética se articula diretamente com sua filosofia, oferecendo ao leitor descrições densas de fenômenos éticos e ontológicos.

Na esfera das artes visuais, Taurino Araújo amplia o campo reflexivo ao transformar cor, gesto e composição em operadores conceituais. Suas obras visuais dialogam com temas recorrentes de sua produção textual, em especial a tensão entre o visível e o interpretado, o dado sensível e o ato hermenêutico. Essa articulação reforça um dos princípios que atravessa sua trajetória: o pensamento não se reduz ao discurso; ele se manifesta também como forma, ritmo, textura e materialidade.

Sua atuação pública — como professor, pesquisador, poeta, pensador, jurista, crítico literário, advogado e participante de instituições culturais — evidencia o compromisso com a circulação social transnacional de seu pensamento, mantendo densidade teórica e capacidade de comunicação com diferentes públicos.

A amplitude do seu registro internacional, com identificadores distribuídos entre bibliotecas nacionais, plataformas acadêmicas, sistemas de autoridade e bases culturais, não é acessória. Representa o reconhecimento institucional de uma obra que transita por diversas áreas e contribui para debates contemporâneos sobre interpretação, desigualdade, linguagem e forma.

A produção de Taurino Araújo insere-se, portanto, no conjunto de iniciativas intelectuais que buscam renovar os modos de compreender a experiência social e estética, articulando direito, filosofia e arte em um projeto coerente de investigação. Trata-se de uma obra cuja força está na capacidade de produzir abordagens originais, rigorosas e sensíveis às tensões do mundo contemporâneo, sem se limitar a tradições disciplinares prévias.

Taurino na Biblioteca da ONU

A presença de uma obra em uma grande biblioteca já é, por si, um gesto de permanência. Mas quando essa presença ocorre no coração diplomático do mundo, no Palais des Nations, em Genebra, ela assume outra dimensão. A entrada da obra de Taurino Araújo no acervo físico da Biblioteca das Nações Unidas (UNOG Library) não é apenas um marco bibliográfico; é um acontecimento simbólico de amplitude internacional. Significa que sua produção, nascida no Brasil e desenvolvida entre linguagens, tradições intelectuais e campos artísticos diversos, alcançou um espaço reservado à memória textual que circula entre diplomatas, pesquisadores, delegações multilaterais e profissionais de mais de 190 países.

A Biblioteca da ONU em Genebra é uma das instituições mais qualificadas do mundo em termos de curadoria e preservação do conhecimento. Seu catálogo, administrado pelo sistema Ex Libris Alma e integrado à rede global do sistema Primo, filtra, seleciona e registra obras de relevância para a atividade internacional, para a história contemporânea e para o pensamento crítico global. Cada item que ingressa em seu acervo físico recebe registro próprio, indexação institucional e é disponibilizado ao público especializado que trabalha diariamente em questões de paz, direitos humanos, diplomacia, desenvolvimento sustentável, geopolítica e cultura.

Estar ali — e estar fisicamente, não apenas por integração de bancos de dados — significa, antes de tudo, que o trabalho ultrapassou a barreira local e se tornou reconhecível dentro da circulação mundial do conhecimento. Significa que a escrita de Taurino Araújo não é apenas produto de uma trajetória brasileira, mas parte de um movimento mais amplo de pensamento contemporâneo, capaz de dialogar com agendas internacionais, debates éticos, transformações sociais e questões estéticas que atravessam fronteiras.

Essa presença também manifesta a singularidade de sua produção. Taurino Araújo é jurista, poeta, crítico, pesquisador, artista visual e criador de uma teoria hermenêutica própria. Sua obra transita entre direito, filosofia, literatura, artes visuais e epistemologia. Essa transversalidade — rara, coerente e produtiva — torna-o um autor difícil de enquadrar e, justamente por isso, um autor cujo alcance interessa a instituições que lidam com complexidade, diversidade cultural e pensamento de vanguarda.

A Biblioteca da ONU, ao preservar seu trabalho, funciona como um espelho institucional que confirma aquilo que já é reconhecido por seu percurso em bases internacionais: sua presença no ISNI, VIAF, Bibliothèque nationale de France, National Library of Israel, ICCU, Ibero-Amerikanisches Institut, PhilPeople, arquivos de universidades estrangeiras e diferentes redes de indexação que o situam como autor e pensador de projeção transnacional.

A admissão da sua obra no acervo do Palais des Nations não é, portanto, um mero detalhe técnico. É a confirmação de que seu pensamento encontra ressonância no cenário global, que seus textos têm relevância além do espaço nacional e que sua voz intelectual, artística e filosófica faz parte do diálogo que se estabelece entre culturas, saberes e sistemas de interpretação do mundo.

Em um tempo marcado por transformações rápidas, fragmentações e disputas narrativas, ter uma obra guardada na Biblioteca das Nações Unidas significa também integrar uma constelação de autores que contribuem para o entendimento comum, para o refinamento das ideias e para a construção simbólica de um espaço de cooperação entre povos. É um gesto de permanência e, simultaneamente, de movimento: o pensamento que atravessa fronteiras continua a fazê-lo, agora a partir de uma das instituições mais emblemáticas da humanidade.

A obra de Taurino Araújo, ali preservada, testemunha seu alcance transnacional e reforça seu lugar como uma das vozes brasileiras mais amplas, múltiplas, criativas e internacionalmente visíveis da atualidade.

El Doctor Taurino Araújo. By Portugalo (Own work) [CC BY-SA 4.0], via Wikimedia Commons

El Doctor Taurino Araújo (2017). By Portugalo  [CC BY-SA 4.0], via Wikimedia Commons

 A diversificada atuação de Taurino Araújo além de lhe permitir enfrentar com mais eficiência o cerne do problema jurídico, que  é  a incidência (ou não) da ilicitude (nos grandes eixos penal  ou civil)  com o  total domínio do universo das obrigações à retórica de todos os ordenamentos,  tendo em vista os reais conflitos de interesse, as pretensões resistidas de todas as ordens  e, na perspectiva do sujeito, a preservação ou proteção da dignidade da pessoa humana, em sua mais dolorosa ânsia se concretiza ao chefiar ou integrar equipes transdisciplinares nesse âmbito para a solução contextualizada de qualquer problema, judicializado ou não: se  eu não der o que deve ser dado (questiona-se!), não fizer o que deve ser feito e não me abstiver do que é proibido, serei punido? Civil e criminalmente? De alguma forma? Nenhum dos dois?

Isaac e Taurino-39 (3) Taurino Araújo Neto (dito Taurino Araújo, O Samurai da Voz — Jequié, 25 de dezembro de 1968) é um advogado, jurista, pensador, escritor, crítico literário, poeta e professor brasileiro, Doutor em Ciências Jurídicas e Sociais. Autor de Hermenêutica da desigualdade: uma introdução às ciências jurídicas e também sociais (Del Rey, 2019), a sua Magnum Opus é considerada uma Epistemologia genuinamente brasileira, afora o conceito de verdade absoluta, 95 anos depois da Semana de Arte Moderna (1922). Taurino Araújo é condecorado com a mais alta comenda da Assembleia Legislativa do Estado da Bahia : a Comenda de Cidadão Benemérito da Liberdade e da Justiça Social João Mangabeira (CBJM).

A Tarde, 08 de agosto de 2015, p. A 2, Coluna Tempo Presente - Levi Vasconcelos - Política com Vatapá

Jornal A Tarde, 08 de agosto de 2015, p. A 2, Taurino Araújo (O milagre)  Coluna Tempo Presente - Levi Vasconcelos - Política com Vatapá. http://atarde.uol.com.br/coluna/levivasconcelos/1702573-estaria-dilma-com-os-dias-contados-parece-premium POLÍTICA COM VATAPÁ O milagre Essa quem conta é o advogado Aristóteles Leal. O ano é 2010. Amigos de longa data, Taurino Araújo, criminalista conhecido, e Agenor Sampaio Neto, catedrático de teoria do direito da Uefs, entrevistavam o saudoso Washington Trindade, 90 anos, ex-ministro do TST e presidente do TRT da 5ª Região, professor emérito da Ufba, mentor intelectual de ambos. O objetivo, um documentário sobre a Bahia jurídica a partir do século passado. Em dado momento, questionando sobre a importância de vários juristas ao longo do tempo, Agenor pergunta: - E o Taurino, Dr. Washington? Devolveu com outra pergunta: - Lembra-se de Tomaz de Aquino? Foi santo sem fazer milagre! Apenas escreveu a Suma Teológica... Agenor insiste: - Sim, mas não entendi: - O milagre de Taurino é abrir a boca!

Em 2 de agosto de 2015, Taurino Araújo, CBJM  encerrou o I CONGRESSO INTERNACIONAL SOBRE SISTEMA PRISIONAL NO SÉCULO XXI  (First International Congress on Prison Systems in the 21st Century) com a participação de Richard Dieter e Rogério Greco, dentre outros.

Taurino Araújo, CBJM

Taurino Araújo,
CBJM

Dublê das mais variadas linguagens, "homem multifacetado" na definição do historiador suíço Jacob Burckhardt, Taurino Araújo, CBJM é também um polímata brasileiro, estudioso nas áreas de Hermenêutica, Teoria do Direito, Transpessoalidade, Pensamento Sistêmico, Campos Interdisciplinares, Criminologia, História, Filosofia e Antropologia Jurídica, considerado um dos raros estudiosos do direito moderno, além de cultor da língua portuguesa e da filosofia.

O professor Taurino Araújo  foi também distinguido com o Título de  Comendador Medalha Thomé de Souza,  Cidadão Honorário do Município do Salvador (Resolução 1968/09), Cidadão Honorário de Feira de Santana (Decreto Legislativo 16/2016) e de Gongogi, bem como sócio efetivo do Instituto dos Advogados da Bahia (IAB-BA), desde 9 de julho de 2009.

Em 2010 foi candidato a Desembargador do Tribunal de Justiça da Bahia na vaga destinada aos advogados (Quinto Constitucional).

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TAURINO ARAÚJO, o polímata brasileiro

 

AGENOR SOLENIDADE CIDADÃO DE SALVADORPor Agenor Sampaio Neto professor de Teoria do Direito da Universidade Estadual de Feira de Santana  (UEFS), advogado militante. sampaioneto@ig.com.br

Para Peter Burke, é comum hoje falar em "organização [específica] do conhecimento". Nesse processo, há lugar para administradores intelectuais, integrantes de pesquisa e eruditos isolados, o amador, gentleman ou polímata, erudito que se dedica em casa a muitas (ou pelo menos diversas) disciplinas intelectuais; o que se poderia chamar “homem multifacetado”, na expressão do historiador suíço Jacob Burckhardt.

Desde 9 de março de 2012  (quando da publicação por A TARDE de Taurino Araújo singular e plural) muitas reflexões surgiram nos meios acadêmico e social — e continuam surgindo — sobre uma apropriada e retumbante afirmação que fiz, quanto à abrangência e articulação polifônica desse pensador baiano  em conteúdos os mais diversificados e sob as mais variadas perspectivas, verdadeiro polímata de nosso tempo nas áreas de Hermenêutica, Teoria do Direito, Transpessoalidade, Pensamento Sistêmico, Criminologia, História, Filosofia, Antropologia Jurídica e Campos Interdisciplinares:  quem conhece a grandeza de seu gênio sabe que a singularidade de Taurino é tema para doutorado e para samba-enredo!

Definir o seu percurso  continua sendo tarefa hercúlea, agora facilitada pelo emprego de três perspectivas: a primeira delas, já daria um tratado: advogado e professor de Direito. Segundo Carlos Galves, verdadeira enciclopédia que pode ser apreendida desde a simples curiosidade, ao desejo de não cometer erros descambando no plano científico às esferas do aprofundamento e na inquietação por um saber de aplicação, que se destina a resolver os grandes dilemas da vida, inquietação que pode chegar ao nível filosófico e abranger o sentido transtemporal do Direito e da Justiça, numa preocupação tanto em explicar a permanência do grupo social (aspecto incoativo), quanto no aspecto inconsciente que, de algum modo, também explica o triunfo de uma civilização, em que pesem percalços, avanços e retrocessos.  Daí a conclusão de Taurino no sentido de que a atitude filosófica seja o fundamento de toda indagação valiosa (op. cit, p. 9 de 91).

Para os que preferem um ponto de vista formal, poderíamos dizer que Taurino é Bacharel em Direito pela Universidade Estadual de Santa Cruz, Especialista em Planejamento Educacional pela Universidade Salgado de Oliveira e Doutorando em Ciências Jurídicas e Sociais pela Universidad del Museo Social Argentino, advogado e professor brasileiro, reconhecido por sua luta em defesa da advocacia no estado da Bahia, e por tal condecorado com a mais alta honraria da Assembleia daquele estado: a Comenda de Cidadão Benemérito da Liberdade e da Justiça Social João Mangabeira, Opositor  precoce da ditadura militar no Brasil e, por isso, participante da luta pela Anistia, em prol dos Grêmios Livres e Diretas Já.

Secretário de Administração do Município de Ubatã (1989), à época o mais jovem do Brasil, criou, desenvolveu e praticou a Quádrupla de Taurino para melhor emprego do dinheiro público: o dinheiro não é meu; o dinheiro não é seu; o dinheiro parece nosso, mas não é, “Taurino é precursor da responsabilidade fiscal no Brasil, criando a Quádrupla, quando ainda nem se falava nisso, haja vista que a expedição da Lei Complementar 101 se deu apenas 11 anos depois”, conforme ressaltou o vice-presidente da Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil — ANFIP.

Do ponto de vista etimológico, polímata é uma pessoa “que aprendeu demais”. E assim, por último, encontraríamos uma visão mais aproximada dele no comentário jurídico em prol da utilidade pública; através de uma dogmática sobre a “obrigatoriedade de argumentar e de decidir” a que se refere Tercio Sampaio Ferraz Jr., nas lições de História do Direito (verdadeiro laboratório de política e experiência) ou nas incursões pela Antropologia e através da militância, naquele sentido de que “a luta faz a lei”. Tem-se, aqui, o exercício do “construcionismo social” que o enquadra no epíteto de O Samurai da Voz. De fato, Taurino não cabe em classificações pequenas, mas somente a partir dos campos interdisciplinares.

Agenor Sampaio Neto  é professor de Teoria do Direito da Universidade Estadual de Feira de Santana  (UEFS)  e advogado militante. sampaioneto@ig.com.br

Taurino Araújo, o polímata brasileiro

Agenor Sampaio Neto. Artigo: Taurino Araújo, o polímata brasileiro. Jornal Tribuna da Bahia, 21 de maio de 2015, Política, p 6.

Taurino Araújo (de Mnemosyne)

Taurino Araújo (de Mnemonyse) A TARDE, A2, 6 DE OUTUBRO DE 2017 Agenor Sampaio Neto professor de Teoria do Direito da Universidade Estadual de Feira de Santana — UEFS professoragenorsampaio@gmail.com A memória — totalizadora de tudo — é filha do Céu e da Terra. Depois de Taurino Araújo, o polímata brasileiro, esse é o terceiro memorial acadêmico por mim dedicado a esse pensador baiano, mais jovem condecorado com a maior honraria do Estado, a Comenda de Cidadão Benemérito da Liberdade e da Justiça Social João Mangabeira (CBJM). Iniciei a tarefa com Taurino Araújo singular e plural (A TARDE, 9 de março de 2012). A partir daí, reflexões nos meios acadêmico e social quanto à totalidade e articulação polifônica do perfil: “quem conhece a grandeza de seu gênio sabe que Taurino é tema para doutorado e para samba-enredo”! Segundo Mário da Gama Kury (Dicionário de Mitologia, Zahar, p. 405), nascida de Urano e Gaia, Mnemosyne, a deusa da memória, foi possuída nove noites seguidas Zeus, dando à luz (novidade!) nove Musas com atribuições as mais abrangentes: Calíope era a musa da poesia épica, Clio da História, Euterpe da música das flautas, Erato da poesia lírica, Terpsícore da dança, Melpomene da tragédia, Tália da comédia, Polímnia dos hinos sagrados e Urânia da astronomia. Para Taurino, a atitude filosófica é o fundamento de toda indagação valiosa. É por meio da memória que o homem entra em contato com [todos] o[s] saber[es]. Em Mnemosyne, controladora da narrativa e do tempo, imortalidade e fama a artistas e historiadores que, ao criar suas obras, tornam-se inesquecíveis, antes, adivinhos do poder de voltar ao passado e de relembrá-lo para a coletividade que, indelevelmente, os (e se) reconhece. Em Taurino Araújo, a conjugação de fontes nos campos da Teoria do Direito, Transpessoalidade, Pensamento Sistêmico, Criminologia, História, Filosofia e Antropologia Jurídica sempre produziram sentidos para a “holística” do drama humano, e agora, novamente sem caber em classificações pequenas, mas somente a partir dos Campos Interdisciplinares, culmina com a máxima da Tese sobre “Hermenêutica da Desigualdade”: uma Introdução às Ciências Jurídicas e Sociais.